Desenvolver carreira exige planejamento

Início de ano, férias, viagens, verão, nem pensar em trabalho… Se você estiver entrando nessa sequência lógica, acorde e saia dela o quanto antes. Isso porque agora, segundo consultores, é a melhor época para fazer uma retrospectiva profissional e rever seus melhores e piores momentos.

Hora de relembrar clientes perdidos, promoções, contratos fechados, perda de emprego e fazer um balanço de o que foi 2003 para você no âmbito profissional.

Depois da análise, parta para o planejamento de 2004, estabelecendo, para cada objetivo, prazo e estratégias para cumpri-lo.

“O profissional deve pensar em como pode melhorar e em que a empresa precisa que ele melhore: se tem de aperfeiçoar idiomas, fazer novos cursos, modificar o comportamento, buscar especializações”, sugere Marcelo Mariaca, diretor-presidente da consultoria Mariaca & Associates.

“Se a organização deixa clara sua opinião sobre o futuro do funcionário, isso é uma informação preciosa. Se não deixa, cabe ao empregado solicitá-la”, emenda.

Um planejamento de 12 meses, contudo, não é o bastante. “É importante sabermos como vai ser o próximo ano, mas também como vai ser o próximo emprego e como o profissional estará em dez anos. Não é necessário estabelecer o salário exato e a empresa onde estará, mas sim o tipo de cargo que quer ocupar, as atividades que quer fazer e o tipo de empresa em que quer atuar.”

Para Luciana Sarkozy, sócia-diretora da Career Center, a carreira deve ser pensada apenas uma vez. “Você planeja qual será sua meta principal uma vez. Agora, efetivamente pôr em prática essas ações que vão levar você ao objetivo e medir os resultados dessas ações é algo contínuo”, observa.

Contínuo e que requer disciplina: “A dificuldade está em colocar esse plano em ação. Por mais que você tenha um planejamento, não há ninguém para cobrar os resultados, a não ser você”.

Realmente, não há um chefe que cobre a sua efetividade, que veja se você tem dado a devida atenção ao network (rede de contatos) ou que verifique se as metas não foram muito altas, por exemplo. “O profissional tem de planejar aquilo que realmente vai fazer. Não adianta se propor a fazer dez palestras se só vai conseguir organizar uma”, exemplifica Sarkosy.

O nível de ambição vai ser o responsável não só pela definição do objetivo mas também pela periodicidade de se fazer um planejamento profissional, segundo Thomas Case, fundador do Grupo Catho. “A ambição é o que faz as pessoas irem atrás de um objetivo e, quando o alcançarem, correrem atrás de outros”, explica.

Paulo Kretly, gerente-geral da Frankley Covey no Brasil, diz que analisar como enxergamos o futuro tem de ser prioridade. “Não só como profissional, mas como membro de uma família, como amigo, como cidadão. Cada pessoa exerce vários papéis, e essas funções se entrelaçam”, aponta.

Esse planejamento funciona melhor se for feito por escrito, pois “meta que não se escreve é só um sonho”. E sentencia: “Sem definir prazos e etapas factíveis não há um comprometimento”.

Fonte: Folha de S. Paulo – 04/01/03

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