Sobre o show do Paul no Brasil.

Não sei se vocês sabem, e provavelmente a maioria que lê este blog não me conhece pessoalmente (ou o suficiente), mas eu sou uma pessoa apaixonada pelos Beatles. Não sou beatlemaníaca – acho esse termo um pouco idiotizado. Sou uma fã forte, daquelas que têm cópias diferentes dos LPs só por terem um detalhe diferente na foto; ou que passaram a adolescência com um fone de ouvido pendurado na cabeça tirando o baixo das músicas porque o sonho era ter a melhor banda cover ever; ou que compôe uma música que considera boa e diz, olhando para um pôster deles: “obrigada”.

Em 1990 e em 1993, o Paul (McCartney, baixista dos Beatles) veio ao Brasil, mas eu era muito pequena para ir vê-lo. Digamos que eu espere, assim, há pelo menos 12 anos, a notícia de seu retorno ao nosso país. Tive fã-clube, fazia fanzine, tinha banda cover, fiz amizades beatlemaníacas, conheci o Anderson por causa da banda.

Alguns anos depois, pirando na carreira solo do Paul, resolvi montar uma banda cover de Wings (banda dele no começo de sua carreira solo), tocando baixo e cantando. Sim, porque eu achava que eu era o Paul. Eu passava noites em claro ouvindo cada detalhe das linhas de baixo que ele fazia nos discos, tentando encontrar o timbre perfeito e, mesmo com todas as minhas imperfeições vocais, chegar ao menos perto do que esse fdp canta.

Fiz uma tatuagem dos Beatles. E vou fazer outras, quando puder. Eu simplesmente amo esses caras. E o Paul… poxa, o Paul é f*da. Ele é o cara que quando canta o mundo da música muda de patamar. E, em todos esses anos, eu ouvia os boatos e sonhava com a sua vinda ao Brasil.

Pois não é que agora, quando eu já tinha praticamente perdido as esperanças, está praticamente confirmada a sua vinda ano que vem? Não é oficial, mas estão falando tanto… tanto… que a gente sente que é verdade, sabe. Vai acontecer. O Niemeyer vai trazê-lo para o aniversário de 50 anos da cidade de Brasília, em um super evento gratuito, como uma forma de chamar a atenção do mundo para a cidade que ele ajudou a construir.

A data? 21 de abril de 2010.

Uma data comum, qualquer, escolhida por ser o aniversário da cidade. Mas, pra mim, ela representa a mesma época da DPP (data prevista para o parto) do meu filho. E não adianta me dizer que essa é a data em que completamos 40 semanas – porque vocês sabem que, mesmo nascendo antes, ele vai estar ali, o meu filho, dependendo só de mim.

Eu dei uma pirada geral já sobre assunto, dizendo que marcaria cesárea antes, olha a ideia. Mas óbvio que foi coisa de momento, de desespero, de… simplesmente NÃO SE CONFORMAR com o que está acontecendo.

Mas a minha decisão já está tomada. Pra falar a verdade… que decisão? Não há escolha. O meu filho é a pessoa mais importante pra mim agora, e ele precisará de mim muito mais quando ele nascer, pequenininho, só querendo sentir as batidas do meu coração perto dele, pra confortar quando ele se sentir sozinho e, sejamos sinceros – eu também. É só ele que importa e eu farei o que tiver que ser feito – que demorem 32 ou 42 semanas para ele nascer. Sempre fui extremamente conformada com a voz do Paul ali, na caixa de som, dos meus discos empoeirados… continuar com isso não é NADA comparado ao que eu vou sentir quando abraçar o meu filho pela primeira vez. Eu já vou ter o meu Paul particular.

Eu tocando baixo. Infelizmente não tirei quase nenhuma foto na época
da banda cover de Wings, e as que eu tirei estão perdidas por aí.
Eu (de peruca) tocando guitarra em uma das minhas bandas cover
de Beatles. Pelo menos foi a minha preferida, até hoje.
Minha tattoo dos Beatles. Por enquanto.

E eu não coloquei este post na categoria “Gravidez”. Coloquei na categoria “Maternidade”.

This entry was posted in Maternidade. Bookmark the permalink.

3 Responses to Sobre o show do Paul no Brasil.

  1. Lindona como te entendo.Passei por algo mto parecido, qdo Sir Elton John esteve aqui em janeiro. minha diferença foi q eu tava de 3 meses, e foi em sp, e fui no show…Mas me frustrei sabe? Ver seu ídolo longe demais, o som uma bosta, tensão de estar grávida, xixi toda hora, fome toda hora….e arriscar vc e seu bb…foi trash…não recomendo.Te apoio neesa decisão em genero, numero e grau…seu Paul é só seu, estará juntinho de vc p sempre….e não vale arriscar essa vidinha por nda!Te cuida! beiijos

  2. Thais says:

    brigada pelo apoio!! estou precisando. =)

  3. Stella says:

    Impossível não se emocionar com esse post e não querer comentar. Exceto pelo lance de tocar baixo e ter banda cover, entendo bem esse teu sentimento, essa ansiedade, porque Beatles é parte GIGANTESCA do que eu sou, do que eu me tornei ao longo da vida. Não sei se soa piegas (ou até mesmo cafona), mas Beatles e a minha vida se tornaram uma coisa só ao longo dos anos, mesmo quando eu pouco sabia quem eles eram. Ao ler essa tua história, ao saber que Beatles foi o que te uniu ao teu namorado (ou marido? Perdão se confundi!) e que o teu filho é fruto desse amor, não consigo não vir te dizer que torço para que venha um garoto com muita saúde para que, quem sabe daqui a uns (poucos) anos, possam vocês três verem o Paul em uma outra oportunidade tocando ao vivo! E que ele venha cheio de talento, para que vocês toquem muito Beatles enquanto aguardam por esse momento. :)BTW: lindíssima a tua tatuagem. A minha próxima é Beatles-related também!Fique(m) bem, Thais. :*

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s