Brincando sozinho – 3 a 6 meses.

“Eu vejo mais bebês superestimulados do que entediados. Mesmo assim, é importante atingir um equilíbrio: a criança deve receber o nível e o tipo adequado de estimulação, mas também é preciso que tenha alguns períodos de calma e tempo para relaxar após um estímulo. No devido tempo ela mesma saberá quando está exagerando ou está muito cansada para brincar, mas você precisa orientá-la no começo.” – Tracy Hogg

Sobre o período de 3 a 6 meses, que é onde estamos, gostaria de fazer algumas considerações:

“Se você não exagerou no envolvimento, agora tem um bebê que fica acordado por 1h20min, aproximadamente (incluindo a mamada).”
Sim, esse é o período em que ele fica acordado, entre 1h15 e 1h20. Tem vezes que ele fica acordado mais tempo, mas são exceções.

“Ele brinca sozinho por 15 ou 20 minutos e então começa a fazer manha.”
Bem por aí. No geral, o que acontece é o seguinte: ele mama em meia hora, aproximadamente. Então, fico com ele de pézinho no colo por uns 10 minutos, até ele arrotar ou ficar inquieto (“não quero arrotar, mãe!”). Daí troco a fralda, converso com ele e o coloco para fazer alguma atividade. De manhã, na primeira acordada (entre 6h e 7h), só converso e troco a fralda, porque ele logo dorme (e eu também). Na segunda acordada (por volta das 10h), eu o coloco no tapete de atividades e, quando ele fica doidão (meu sinônimo para superestimulado), eu o levo comigo até a cozinha para eu tomar café-da-manhã. Ele fica na cadeirinha olhando a geladeira, a janela e conversando comigo. Na outra acordada (por volta das 13h), costumo sair com ele. Quando ficamos em casa, eu o deixo no tapetinho mais um tempo. Depois (por volta das 16h), ele fica na cadeirinha e eu fico conversando com ele, mas ele fica o tempo todo interagindo com coisas diversas. Já baixo o nível de atividade para atividades menos vibrantes, para que ele comece a perceber que estamos chegando no período noturno. De noite (por volta das 19h), banho e massagem. Já começo a conversar bem baixinho com ele. Qualquer acordada daí pra frente eu faço isso, além de não ser divertida. Minha maior dificuldade é o papai, que brinca com ele. O mais importante é que o Paul indica bem quando já está cansado ou com tédio – ou talvez eu que tenha aprendido a indentificar facilmente.

“Se ele ainda não consegue brincar sozinho isso em geral significa que você fez algum tipo de paternidade acidental e o tornou dependente de você para se estimular.”
Não, ele fica super bem sozinho. Às vezes acorda das sonecas e fica brincando com o lustre, o móbile, e eu só percebo depois de um tempo que ele acordou. O mesmo vale para quando ele está no tapete ou na cadeirinha.

Dicas gerais que ela dá:

– continue evitando a superestimulação;
– ele está sorrindo, mas de repente chora. ele está querendo dizer: “deixe-me em paz agora e me ponha para dormir! já vi demais das gengivas da vovó”;
– é comum ele se arranhar ou puxar os próprios cabelos nessa fase. não seja uma vítima da síndrome “coitadinho do bebê”. reconheça a dor, mas torne-a leve: “seu bobinho, eu aposto como isso dói. ai ai ai.” não chegue correndo e o pegue no colo como se tivesse salvo a sua vida!

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6 Responses to Brincando sozinho – 3 a 6 meses.

  1. Fernanda says:

    Thaís muito bacana mesmo as suas dicas,me identifico bastante com o q vc escreve,e tbm uso como referência pra ver como a Letícia está se desenvolvendo.bjus e uma ótima semana

  2. Legal suas dicas Thais!!! beijosKarinwww.mamaeecia.com.br

  3. O meu brinca sozinho, mas nao chega ao ponto de chorar. As vezes acho que ele brinca, se entedia e dorme. Ainda nao consegui grana pra comprar um tapetinho pra ele, rs.Paul esta cada dia mais lindo.

  4. ღ Keka ღ says:

    Adorei a ideia do café da manhã, vou começar a fazer isso com o Arthur. Preciso urgente comprar um móbile para ele se entreter pois está começando a olhar em volta e se interessar por coisas diferentes. Adorei saber do desenvolvimento do Paul, muito legal.

  5. Adorei as dicas….eu sou toda apavorada, quando o Bryan chora eu já vou correndo ver o que aconteceu, pego ele do berço, ele fica até assustado!! Tenho tentado evitar isso mas é dificil..bjos

  6. Thais Bessa says:

    Isso é verdade, o que a gente mais vê é mãe falando: ele estava chorando, coloquei no taptinho, aí ele logo chorou de novo, coloquei na cadeira com vibracão, chorou de novo, dancei e cantei, chorou de novo, coloquei pra ver tv. etc etc etc. Enquanto a mãe acha que ele está "entediado" e precisa de mais e mais coisas, a criança está quase tendo um ataque epilético de tanto estímulo. O que eu mais faço com a Isabella é deitar com ela na minha cama e espalhar brinquedos. É um bom estímulo enquanto ela não engatinha, sem ser coisas demais.Bjos

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