Pequeno manual de introdução às papinhas.

Estou totalmente envolvida com o assunto “papinhas”, pois, de acordo com as minhas pesquisas, se um bebê toma exclusivamente leite artificial, com 4 meses já é hora de começar. Isso me dá 15 dias de preparo, basicamente (he). Encontrei um blog maravilhoso (percebam como é raro eu usar esse termo, então deve ser mesmo muito bom) chamado Crianças na Cozinha, com dicas e mais dicas sobre alimentação saudável para bebês e crianças (e os pais também, por que não?). Vejam só alguns textos ótimos (vou citar algumas dicas deles mais para baixo, misturadas com outras que também pesquisei):

A primeira papinha do bebê?
Congelar a papinha do bebê
As primeiras papinhas
Por que optar pela comidinha caseira para o seu bebê?
Como estimular seu filho a gostar de frutas, verduras e legumes
Não pode sobrar comida no prato?
Conservantes escondidos nas papinhas para bebês
Meu filho não come!

Minha lista de utensílios absolutamente necessários, supérfluos e outros nem tanto, com base no que eu pesquisei por aí (já tinha comentado em outro post mas esta aqui é praticamente definitiva):

– mini-processador (para fazer uma transição menos radical entre só leite e leite + papinhas);
– cadeirinha dobrável que se acopla à mesa (para fazermos refeições em família e ele se sentir igual ao papai e à mamãe);
– colheres de plástico e silicone (para não machucar os dentinhos nascendo);
– pratinhos térmicos e com ventosa embaixo (para não saírem voando tão facilmente);
– aquecedor de mamadeiras e papinhas (para descongelar e aquecer na temperatura certa e rapidamente);
– potinhos de plástico com tampa para congelamento (na quantidade certa para uma semana, pelo menos);
– panela de aço inox para o preparo (para não liberar resíduos tóxicos na comida);
– peneira para cozinhar a vapor (para não perder os nutrientes dos alimentos);
– copinho de transição (para começar a se acostumar a beber líquidos em um copinho, segurando);
– frasqueira térmica (para viagens);
– geladeirinha para conservar a temperatura (para viagens);
– muitos babadores;
– funil e coador;
– mamadeiras diversas (para água, suco, leite e líquidos mais grossos);

É fundamental ter um lugar na cozinha destinado somente a esses itens. Pode ser uma prateleira do armário, uma pequena estante, uma caixa plástica grande, o que couber melhor na sua casa. Aqui provavelmente optarei pela caixa plástica ou tentarei encontrar um pequeno armário para a bancada, embaixo do microondas. Talvez utilize a caixa inicialmente, para não adiar tanto o armazenamento correto dos itens que for comprando.

Dicas para introdução das papinhas:

– Paciência e consciência sempre. Respeite o ritmo do seu bebê.

– Fazer as papinhas em casa é a melhor opção. Você conhece os ingredientes, prepara com amor, toma cuidado com a qualidade, pode fazer inúmeras combinações, além de você alimentar seu bebê de acordo com as necessidades nutricionais dele e as dicas que ele dá do que gosta mais ou menos. Oferecendo uma imensa variedade de nutrientes, ele também aprenderá a comer de tudo desde pequeno. E por último, mas não menos importante: você economizará horrores!

– Esqueça as papinhas industrializadas. Você acha que um produto que dura meses e meses em uma prateleira sem refrigeração do mercado pode ser saudável? Experimente deixar uma papinha orgânica no seu armário da cozinha para ver o que acontece em uma semana.

– Sempre sempre sempre consulte seu pediatra antes de introduzir papinhas e alimentos novos ao seu bebê. Sim, sabemos como podem ser alguns pediatras, mas então pode ser recomendado mudar de médico até encontrar algum que tenha mais a ver com vocês.

– Sucos oferecem nutrientes superficiais. Prefira oferecer a fruta em papinhas.

– As primeiras papinhas devem ser batidas no processador, pois o bebê está acostumado a tomar leite e, de repente, virá um alimento diferente. Se esse alimento tiver pedaços, ele pode rejeitar simplesmente porque não sabe como lidar com aquilo, especialmente bebês mais novos. É importante a papinha estar bem batidinha então, para a transição ser mais fácil. Com o passar dos meses, vá deixando um pedacinho ou outro, para estimular a mastigação. Um bom momento para fazer isso é quando os dentinhos começarem a aparecer (e já não estiverem doendo tanto).

– Cuidado com a higiene! Cuide bem dos alimentos, lave sempre bem as mãos, use boas panelas, aqueles cuidados básicos que redobramos quando falamos em bebês.

– É tudo um grande aprendizado para você e para o seu filho. Não se desespere se ele comer bem hoje e amanhã não quiser comer nada. Seres humanos são assim mesmo!

– As primeiras papinhas devem ser bem simples, com somente um legume, bem cozido no vapor, para ficar molinho, batido no processador. Uma sugestão é bater com um pouquinho de caldo de carne caseiro (nada de caldos knorr, pelamor), fígado cozido e manteiga orgânica. Sugestão para os primeiros legumes: cenoura, beterraba, batata-doce, abóbora e mandioquinha.

– Ofereça a papinha antes do leite.

– Apesar de as papinhas com frutas como pêra e maçã serem as mais comumente dadas inicialmente, tais frutas possuem uma substância chamada pectina, que dificulta a digestão e pode dar cólicas. Uma maneira de tratar bem essas frutas para fazer papinhas é cozinhá-las. Portanto, nas primeiras papinhas, nada de dar pêra ou maçã simplesmente raspada e crua.

– É importante introduzir um alimento de cada vez, para ver que tipo de reação ele causará no organismo do bebê. 3 a 5 dias são suficientes. Ofereça o mesmo alimento todos esses dias, e só depois introduza um novo, mantendo o anterior.

– Depois de introduzir – gradativamente – cada um dos legumes e depois as ervas, chegou a vez das verduras, condimentos, especiarias e a combinação entre todos eles. Daí é só alegria, pois você pode fazer a festa com as combinações.

– Com o tempo, em vez de temperar suas papinhas com sal, utilize ervas frescas, que também dão um sabor a mais e oferecem muitas combinações: salsinha, cebolinha, manjericão, alecrim, orégano, tomilho, sálvia, hortelã, estragão, erva-doce, coentro, louro, menta. E o melhor de tudo é que são ervas fáceis de cultivar em casa, podendo você ter até seu próprio jardinzinho na bancada da cozinha ou na beira da janela.

– Pode congelar papinha sim! Mas precisa fazer do jeito certo. É óbvio que fazer a papinha na hora é a melhor opção, mas nem todas nós podemos ficar o dia todo, todos os dias, fazendo papinhas. Vamos encarar a realidade e pensar com praticidade. Imagine que você seja mãe de trigêmeos e faça o que for necessário para facilitar a vida de vocês. Uma boa ideia é estabelecer um “dia da papinha”, quando você preparará as papinhas da semana inteira (ou do mês – quem sabe?). Potinhos de vidro não são recomendáveis, pois eles podem estourar no freezer. Os melhores são os de plástico mesmo, ou mesmo aquelas forminhas de gelo com tampa, que já fornecem uma porção individual. As papinhas só devem ser colocadas nesses potinhos depois de totalmente resfriadas, e dali vão direto para o freezer (melhor que congelador de geladeira, se você tiver essa opção). Para descongelar, só em banho-maria ou em um descongelador específico. Jamais no microondas. Depois de descongelar, tempere como quiser (sal, ervas, azeite, outros legumes – depende da idade do bebê e o que é permitido ou não). Isso dá um gostinho de papinha preparada na hora.

– Se não quiser congelar, é melhor deixar na geladeira por no máximo 24h, somente.

– Para oferecer a primeira papinha para o seu filho (rufem os tambores), prefira o horário do almoço, pela manhã, pois se der alguma reação você terá o dia inteiro para observar. Fique atenta à temperatura (deixe na mesma temperatura que costuma dar o leite). Além disso, utilize uma colher bem pequena e só molhe a pontinha na papinha, para ver a reação. Ele pode te surpreender! Dê o quanto ele quiser.

– Limite as primeiras papinhas ao horário do almoço, para evitar reações noturnas. Quando você achar que ele reagiu bem à nova alimentação, comece a introduzir de noite somente aqueles alimentos previamente testados e aprovadíssimos. Quando um alimento passar pela “prova do almoço nos 3 dias”, passe-o para a janta e ofereça um novo alimento durante o dia.

– Vá listando essas papinhas, criando um verdadeiro menu de receitas. Vai chegar um momento em que você precisará dele para se lembrar de todas as opções já testadas. Não confie na memória!

– Não use sal. Não use sal. Não use sal. Existem outras formas de temperar os alimentos, como as ervas. Pegue leve para não acostumar o paladar do bebê somente a comidas super salgadas. Permita que ele sinta o gosto dos alimentos.

– A quantidade no começo é pequena mesmo. 2 ou 3 colheres de sopa e oferecer até ele demonstrar que está satisfeito. É importante utilizar uma colher bem pequena, tipo as de café.

– À medida que o seu pequeno experimenta novos alimentos, atente para os que ele gosta mais ou menos. É a melhor forma de descobrir como funciona o seu paladar. Tente introduzir sempre uma variedade completa de nutrientes, para ele se acostumar a comer de tudo desde cedo.

– Em vez de usar um cadeirão, dê ao seu filho a oportunidade de comer com você e seu esposo (e o resto da família) na própria mesa de jantar, utilizando aquelas cadeirinhas dobráveis que acoplam na mesa. Além de estimular o apetite, ainda é um momento especial com a família reunida.

– Capriche na qualidade nutricional de cada papinha, para cada colherada fazer super bem para ele.

– É preciso insistir um pouquinho, pois é tudo novidade para o bebê! Mas não force a barra. Se você insistiu e ele não quis, espere mais alguns dias e tente novamente. Não faça da refeição um momento baixo-astral, senão ele rapidamente associará comida a obrigação. Comer deve ser um prazer, e comer bem é uma das melhores coisas que você pode ensinar ao seu filho, para ele não preferir as besteiras mais tarde (ou, pelo menos, você terá feito a sua parte).

Hábitos importantes que complementam a relação do seu bebê com a comida:

– Almoce, jante e faça os demais lanchinhos na frente dele, para despertar a curiosidade. Deixe ele perto de você enquanto você prepara as refeições da família, para ele se habituar aos aromas. Converse com ele enquanto prepara, explicando cada coisa que está fazendo (“mamãe agora está picando a cebola em pedaços beeem pequenininhos”). Mexa com seus vasinhos na frente dele. Leve-o à feira. Mostre os alimentos nas prateleiras do mercado.

– Vocês são vegetarianos? Converse com seu pediatra ou um nutricionista, para analisar quais as melhores opções para utilizar nas papinhas, com todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê.

– Comece como deseja manter. Você gostaria que seu filho se habituasse a comer na frente da tv? Então pare de fazer isso desde já. Os bebês aprendem praticamente tudo vendo o que os pais fazem. Se vocês se alimentam assim, como esperam que ele fique comportado no cadeirão, esperando o tedioso pratinho de comida sem o Discovery Kids bombando na frente dele?

– Seja constante com o horário e o local onde a criança come. A hora da refeição deve ser uma prioridade, e não mais uma tarefa encaixada entre uma checada de e-mails aqui e outra ali. Lembre-se de que vocês são os exemplos para o seu bebê! Faça sempre associações positivas com a comida e a hora de comer e o resto será mais tranquilo.

Bom, vamos lá. Começa a nova jornada da alimentação por aqui. É claro que eu vou comentar todos os dias o que tem acontecido, como sempre. Aliás, planejo uma nova forma de “diário” do blog, onde postarei sobre a nossa rotina independente desses posts mais informativos. Aguardem! ;D

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10 Responses to Pequeno manual de introdução às papinhas.

  1. Julia says:

    Oiii. Vc colocou sua lista de itens indispensaveis, superfulos e confesso que achei tudo indispensavél. Achei super importante isso de vc fazer o Paul interagir com vcs na mesa, se sentindo igual aos pais, isso dá liberdade pra criança, achei super interessante mesmo. O resto não tenho que comentar pq meu filhotinho não nasceu ainda, nem sei como será a amamentação, que dirá a papinha … Gostaria que vc me tirasse uma dúvida, vc leu a Encantadora de bebês certo ?Acha que seria melhor eu lê-lo durante a gestação ou quando já for mamãe propriamente dita pra ir aplicando as coisas no meu dia dia ?Digo isso pq mta coisa que agente lê e é últil acaba se perdendo na jornada, então fiquei em dúvida e resolvi te perguntar, se puder me responder fico grata. Bjos e bom fds

  2. Michelle says:

    Esse post como tantos outros seus servirá de referência pra mim mais pra frente🙂

  3. Thais says:

    Julia, olha, eu li o azul durante a gravidez e comprei o rosa depois que ele nasceu. Eu indico sim ler o azul antes do bebê nascer, porque ela explica os conceitos dela, é bem melhor ler antes, com tranquilidade. Daí o rosa você usa depois, porque ele é mais voltado para a prática, então ler enquanto vivencia aquilo é bem melhor.Michelle, =)

  4. Thais Bessa says:

    Hoje eu testei a cadeirinha na mesa e ela amooou, vou postar um video mais tarde. Mas olha, destes itens a cadeirinha pode ser a última a comprar, no começo acho que vai ter que ser no bebê conforto, porque vc vai começar com as papinhas com 4 meses. A Isabella é super adiantada no desenvolvimento, sempre foi durinha, firmou pescoço, sentou, etc antes do "padrão", mas mesmo assim só senti firmeza dela sentar sozinha agora, no final do 5 mês. No começo usei a cadeirinha de atividades que senta mais inclinadinha. Isso de bater a papinha vai de cada bebê, e de novo – obviamente, hehe – a Encantadora estava certa, pois varia de tipo. Meu sobrinho que é sensível, até com uns 9 meses não podia ter uuuuum pedacinho que ele fazia vômito. A Isabella que é energética (e pra comida, segundo a Tracy, aventurosa), já faço o mingauzinho com altos pedações e ela mastiga numa boa. Mas eu andei lendo que não é bom fazer batidinho ou processado por meses a fio não, em algumas semanas é bom já deixar pedaços para que o bebê não fique acostumado com a coisa fininha e rejeite os pedaços. Mas de novo, é de cada bebê.Pelo que eu li, é melhor começar no lanche da manhã do que no almoço. Isso pra quem começa com frutas, porque é bem cedinho, dá pra acompanhar beeem as reações ao longo do dia e ele já acostuma com o horário da fruta. Porque se vc der fruta no almoço e depois de uns dias der a sagada no almoço e mudar a fruta pra manhã, fica confuso. Eu comecei com o lanchinho, as 9:30. Vou mexer no almoço só quando introduizir alimentos salgados.Hum… temos uma discordância sobre as papinhas industrializadas, hehe, mas vou postar sobre isso também lá no blog.Beijos

  5. Thais says:

    A verdade é que é o tipo de coisa que a gente só vê na prática mesmo!

  6. Di says:

    Oi Thais! Paul ta ficando cada dia que passa mais fofo!! E o onde parece ser suuuper babão pela foto, ele é?Acho que essa questão das papinhas muito, muito importante, e pra nos foi bem dificil. E uma discussão ate hoje com minha mãe, esse negocio de ter ou não pedaços, ser industrializada ou não.Acho que se você tem a chance de ter uma vida organic, sem duvida é mais saudavel. Mas como tudo, não tem que pirar se não conseguir. Tem muitas leis sobre conservação de alimentos, e a gente acaba tendo que acreditr no rotulo na hora de comprar. Afinal, vc não vai dar o leite direto da vaca pra uma ciança de um ano so por que é natural, vai?Bom, a cadeirinha de mesa é otima, tento usar sempre que possivel. Mas o não possivel inclue os dias que não estou tão bem, ai… Mas eles tem que ficar sentados sozinhos por muito tempo pra poder usar. Mas, antes disso, vc pode usar o carrinho, por exemplo, e coloca-lo do seu lado na hora das refeições pra vocês fazerem juntos. Acredito, inclusive, que assim, pra ele, quando passar pra cadeira na mesa, sera uma vitoria, pois ganhou, ao sentar, o direito de ficar na mesa com vcs.bjs!

  7. é uma fase muito gostosa…adorava fazer as papinhas do Lennon, dava um pouco de trabalho pq eu não gostava de repetir muito os sabores pra ele não enjoar, então todo dia eu fazia fresquinha, fazia no almoço já pra ficar pra janta…mas confesso que adorei quando ele começou a comer comida normal, o que ocorreu só depois dos dentes de tras terem nascido, após 1 aninho…mas é muito gostoso papinha de neném, a que o Lennon mais gostava era de carne com mandioquinha e couve manteiga.tb já ouvi falar que bebês alimentados com LA já podem comer com 4 meses.

  8. Nossa, o Paul tá muito espertinho, cara… todo com carinha de curioso, como o tempo passa, né.Sobre introduzir alimentos antes dos 6 meses, leia isso aquihttp://alimentando.multiply.com/journal/item/2/6_razoes_para_esperar_6_meses_para_introduzir_alimentosSe ele mama LA, o LA junto com as reservdas que ele fez ainda dentro da barriga, serão suficientes pra ele até os 6 meses.

  9. Cibele says:

    RAAAAA tá chegando a hora dele usar aquele babador incrível que eu dei de presente! Já tô ficando excitada e vc sabe como eu fico excitada, né? PICS PICS PICS PICS or it didn't happen (que no caso ainda n aconteceu ahah) lolz❤

  10. Kátia says:

    Oi Thais…adorei as dicas…Tô na fase da transição tb, ontem o Inácio começou com as papinhas salgadas…mamadeira, enfim….preparando tudo pra voltar a trabalhar de mente tranquila (mas coração apertado…rsrsrs) Bjs e parabésn pelo blog! Kátia

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