Semana da amamentação e maternidade sem culpa.

Já que estamos finalizando a semana da amamentação, eu quis escrever um post a respeito também.

Quando eu estava grávida, pesquisei demais sobre amamentação. Devorei inteira aquela comunidade “Grupo Virtual de Amamentação” no Orkut e certamente adotava uma postura xiita a respeito: qualquer mãe pode amamentar, e se não consegue é porque não teve força de vontade! Era o que eu pensava e gritava aos quatro ventos.

“Amamentar é um ato de amor.”
“Amamentar é se doar.”
“Ser mãe não é para qualquer uma.”

Com tudo isso em mente, meu filho nasceu. Foi cesárea e eu já sabia que meu leite poderia demorar a descer, apesar de já sair um colostrinho. Na maternidade em que ele nasceu, não tinha alojamento conjunto. Ele ficava no berçário e lá as enfermeiras davam leite artificial para todos os bebês. Mesmo assim, eu passei duas madrugadas lá, com o Paul no meu colo, encostado em mim, para que ele soubesse que eu queria dar de mamar a ele, e se acostumar com o meu cheiro mesmo não estando comigo. Nessas madrugadas, tentei dar de mamar, mas ele só dormia. Durante o dia, quando a enfermeira o levava até o meu quarto, eu também tentava, mas ele não sugava com força (porque estava sendo alimentado de outra forma), então não tinha como ajustar a pega. Decidi então que quando chegasse em casa tudo seria diferente.

Ao chegarmos, em um domingo de manhã, eu estava exausta, porque nas últimas madrugadas eu passei a noite em claro tentando amamentá-lo na maternidade. Eu era a única mãe lá que fazia isso e as enfermeiras até ficaram impressionadas. Para falar a verdade, quem achava estranho o fato de só eu estar fazendo aquilo era eu mesma. Achei que várias mães iriam amamentar seus filhos no berçário, mas não.

Hoje em dia, analisando tudo, eu acredito que o Paul não tenha sido sustentado pelo meu leite pelo fator psicológico mesmo. Eu não aceitava de maneira nenhuma outra alternativa que não a amamentação. E por quê? Porque seria como assinar um atestado de péssima mãe, que “não tentou direito” e todas aquelas xiitices que são pregadas por aí que só servem para pressionar e aterrorizar as novas mães. A maior lição que eu aprendi sobre a amamentação é que ela deve ser algo tranquilo, sem pressão. Por isso, se eu tiver outro filho, vou complementar desde o começo, para não ficar na paranóia de ele estar passando fome. Sabendo que ele está ok, vou ficar mais sossegada para ficar o dia inteiro ajeitando a pega e dando de mamar com amor.

A amamentação, para mim, foi muito martiriosa. Eu não me sentia bem amamentando – não pelo meu filho, porque se estava fazendo aquilo, era obviamente por ele. Mas por estar sozinha. O quarto estava escuro e meu marido estava dormindo. Eu estava fora de casa e sentia muita saudade do meu pai (que tinha morrido quatro dias antes do parto), um sentimento esquisito pelo que tinha acontecido com a minha mãe (quebramos o maior pau dois dias depois que eu cheguei em casa, e eu tive que ir para a casa da minha sogra às pressas para ela me ajudar), preocupação com a minha avó (que tinha ficado sozinha aqui em casa, logo depois da morte do filho) e o baby blues pegou forte. Eu estava com uma anemia fortíssima, tomando muitos remédios e suplementos e sem conseguir levantar da cama direito. Uma enchaqueca, fruto da anestesia e da pré-eclâmpsia, que não me deixava dormir nunca. Nunca. Eu não dormia. Se dormisse 2 ou 3 horas por dia, no total, picadas, era muito. Minha pressão altíssima e risco de voltar para o hospital, com medo de ter eclâmpsia. Estar fora de casa foi o decisivo em muitos aspectos, para o bem e para o mal. Para o bem porque a família do meu marido praticamente me pegou no colo – eu não precisava cozinhar nem lavar as roupas do Paul. Mas eu tinha que fazer todo o resto. Eu esperava que ao menos o Ande me ajudasse com as trocas de fralda, colocar o Paul para arrotar e dormir. Eu não conseguia nem me levantar. Quando era de mamar, eu ia no banheiro e chorava durante uns 5 minutos, para extravasar e não deixar essa tristeza passar para o leite. Então sentava na poltrona e ficava com ele mamando durante 1h ou 1h30, até ele dormir. Muitas vezes eu o colocava para dormir e ele acordava chorando. Eu não sabia que era fome. E, por insistir na amamentação exclusiva, meu filho passou fome durante UM MÊS. Não recuperou nem o peso do nascimento. Foi então que o pediatra falou para complementar com o NAN, e nos primeiros dias eu chorava ao dar a mamadeira (ele não tomava em copinhos etc), porque meus seios vazavam leite a noite toda.

Quando ele finalmente começou a engordar, eu vi a mamadeira como um alívio. Fiquei me perguntando por que eu não dei o NAN desde o começo. Fiquei me sentindo muito mal por ter deixado o meu filho passar fome somente porque eu tinha a ideia, a pressão pessoal mesmo, de ter que amamentá-lo “por ser o melhor para ele”. Ele continuava mamando no peito, mas depois eu dava a mamadeira. E assim foi durante um mês, mais ou menos, até ele começar a se espernear quando eu o colocava no peito, provavelmente pela questão do fluxo mesmo. Na mamadeira, era só sugar levemente. No peito não. Então é uma preferência instintiva.

Eu insistia. Tomava banho com ele, dormia junto, deixava-o o dia todo no sling encostadinho comigo. Ele é o amor da minha vida, entendem? Então sempre quis e procurei fazer tudo o que o deixasse bem. Nunca o deixei chorando, sempre fiz tudo antes de ele começar a chorar (dar de mamar, trocar a fralda, colocar para dormir, tirar da agitação). Ele sempre foi a minha prioridade desde o dia em que ele nasceu. Mas, passado o trauma inicial de dar a mamadeira, e vendo que, na primeira semana, ele engordou 400g (o dobro do padrão), eu fiquei me sentindo mal por não ter dado o NAN antes.

Quando ele começou a rejeitar o peito, mesmo eu com muito leite, comecei a procurar a sonda para fazer relactação. Não para ter leite, porque eu tinha, mas para que ele sugasse o NAN no peito, continuasse se sustentando e minha produção de leite não acabasse. Demorei demais para encontrar a sonda. Pessoal fala, fala, mas ninguém sabia me dizer exatamente onde encontrar. Por fim, pela indicação de uma amiga da minha avó, consegui encontrar um lugar que vende, e comprei. Tentei seriamente durante alguns dias, mas já era tarde. Meu leite era pouco, Paul já tocava o terror com as mãozinhas e não deixava a sonda no lugar. Ele ficava quase roxo de tanto se espernear, então eu pensei: “por que estou fazendo isso? Ele está bem tomando o NAN na mamadeira. Vou forçá-lo a mamar no peito? Por quê? Isso é para mim ou para ele? Porque ele está bem!”. E, assim, eu parei de insistir na amamentação.

Nessa época, recebi um comentário extremamente grosseiro aqui no blog da tal stalker do fórum (que, depois, descobri que estava enchendo o saco de outras blogueiras). Basicamente, ela falava tudo aquilo que lemos comumente por aí: ser mãe não é pra qualquer uma, amamentação é se doar, é um ato de amor, quem não amamenta é egoísta etc. Agora eu digo com certeza: qualquer pessoa que defende a amamentação com tamanha agressividade na verdade está fazendo um desserviço à amamentação! Porque esse tipo de atitude só pressiona as mães, especialmente as de primeira viagem, e se por qualquer motivo elas não puderem (e não quiserem! é uma escolha!) amamentar, vão se sentir menos mães? Que absurdo é esse? Quer dizer que uma mãe adotiva é menos mãe só porque não amamenta, mesmo tentando relactação? E um pai, que nem seios tem? E as mães que tentaram, tentaram e tentaram amamentar, mas não conseguiram? Elas são menos mães? Não são como as heroínas que amamentam exclusivo até os 6 meses? Gente, vamos enxergar um pouquinho além do próprio umbigo. É maravilhoso que a amamentação tenha dado certo para vocês, mas não é com todo mundo que isso acontece, e ser xiita é um desserviço à amamentação. Um desserviço. Não ajuda em nada. Só mostra desrespeito e falta de compreensão.

E nem falo somente pelas mães que não puderem. Tem mães que simplesmente não querem amamentar. O que eu tenho a ver com elas? Nada. Cada uma que faça o que quiser. Óbvio que o leite materno é a melhor opção para os bebês, mas não é o fim do mundo se ele tomar um bom LA. Às vezes a pessoa passa por um processo tão traumático de amamentação que não quer nem mais ouvir falar, quando tem outro filho. E quem haveria de julgá-la? Quem tem esse direito?

Portanto, na semana da amamentação, eu espero realmente que as pessoas cuidem mais da sua vida, só isso.

Termino esse post com um texto que encontrei na internet, com autoria citada. Que sirva de reflexão.

Amamentar não é um ato de amor

Por Taís Vinha

A primeira vez que ouvi minha mãe pronunciar tal frase, estranhei.

Eu havia ido buscá-la após uma entrevista para um programa da Rede Mulher e notei que ela estava aborrecida. Perguntei o que havia acontecido e ela disse:

“Eles fizeram de tudo para que eu afirmasse que amamentar é um ato de amor. Mas eu nunca direi isso. Amamentar não é um ato de amor”.

“Mãe, como assim?” Por um instante, achei que minha mãe estava virando casaca e negando o trabalho de toda uma vida.

Minha mãe foi uma das grandes batalhadoras do aleitamento materno no Brasil e no mundo. Docente da Faculdade de Enfermagem da Usp de Ribeirão Preto, ela ajudou a formar núcleos de aleitamento por todo o país, colocou o assunto na pauta da formação de profissionais, escreveu livros, cartilhas e foi conselheira da OMS sobre o tema, para os países de língua latina.

Eu cresci com mulheres batendo à nossa porta para “desempedrar” as mamas e aprender a dar de mamar. Com alunas que a procuravam para orientar teses de mestrado. Era peito e recém-nascido para todo lado. Aquela frase, dita assim de repente, me pegou totalmente de surpresa.

“Amamentar é optar por dar o melhor alimento ao bebê. Não tem nada a ver com amar. Se fosse assim, poderíamos dizer que os pais amam menos seus filhos? Eles não amamentam. As mães adotivas também não. Ou as mulheres que fizeram plástica. Ou as mães que precisaram desmamar seus bebês para trabalhar…será que todos eles amam menos seus filhos porque não amamentam?”

“Mas é o que a gente sempre escuta…que amamentar é dar amor”, argumentei.

“Pois é…mas amamentar é dar alimento. O melhor alimento. O mais completo e o que melhor nutre o bebê. Já amar é outra coisa. As pessoas que confundem as duas coisas, sem querer, estão fazendo um desserviço ao aleitamento, pois as mães ficam mais ansiosas, culpadas e cheias de temores. Todos sabem que uma mãe tranquila amamenta melhor. E como uma mãe pode amamentar tranqüila se ela acha que estará dando menos amor para seu bebê se fracassar? Olha o peso deste sentimento!

Quanto mais desmistificarmos o aleitamento, melhor. As sociedades que amamentam melhor, são aquelas que o fazem naturalmente, como parte de uma rotina. O bebê está com fome, a mãe dá o peito. Simples assim. Quase mecânico. Ninguém pensa muito nisso.

E as mulheres que por algum motivo não conseguem amamentar, precisam parar de sofrer. De sentir culpa. Existem muitas outras formas delas darem o suporte psicológico que o bebê precisa. É óbvio que o aleitamento é a melhor escolha, mas a partir do momento que esta escolha não pode ser feita, a mãe deve parar de sofrer.”

Essa era a minha mãe. Cheia de idéias próprias. Cheia de amor. Uma batalhadora da maternidade sem culpa.

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19 Responses to Semana da amamentação e maternidade sem culpa.

  1. Ana Paula says:

    Caramba Thais, que post MARAVILHOSO !!!!Minha filha nasce daqui a um mês, e desde sempre venho questionando esta "seita" de amamentação xiita que rola atualmente !Adorei também o texto que você colocou. Super sensato.Um grande beijo !

  2. Adriana says:

    Adorei Thais…essa pressao q nós, maes de primeira viagem temos, é absurda…..TEMOS q amamentar exclusivamente….tb fiquei nessa de TER q amamentar….minha filha tb chorava de fome no primeiro mês e eu nao sabia….qdo descobri, foi um baque…chorava tb ao dar a mamadeira….mas vi q ela ficava super bem….nao adotei o Nan como complemento, pq ela tinha uns surtos de fome…isso acontecia raramente…e qdo acontecia, aí sim eu entrava com o Nan….agora vou começar com papinhas doces, suquinhos…e ela tem o mesmo tempo q o Paul, e sinceramente ? Acho o máximo…eu mesma já estava quase dando um mamão pra ela…essa coisa de ser exclusivo, tb não acho certo. Meu próximo filho, vou ter sim uma lata de Nan em casa !!Beijos

  3. Flávia says:

    Amei esse post!!Eu ainda amamento exclusivamente mais não julgo ninguém pq sei bem o quanto amamentar é dificil, tanto que desde q cheguei em casa comprei uma lata de Nan pra caso eu desistisse ou algo desse errado pq meus seios racharam váriaaas vezes, e tinha dias q eu pensava em desistir, tb tive febre muitas vezes…Mais hj ainda estou aqui amamentando mais nunca se sabe o dia de amanhã e pra quem pensa em outros filhos como eu, nunca se sabe com será o próximo…Bjos!

  4. Nossa Thais que post divino! Amamentar não tem nada a ver com amar, acho que é um ato de amor sim mas as mães que não conseguem amamentar não deixam de amar seus filhos. Dá pra ver por tudo o que você faz que você ama incondicionalmente seu filho. Eu graças a Deus consegui amamentar meu filho, ainda consigo mas justamente porque sempre fiz isso desde a Maternidade e tenho certeza que isso foi crucial. Fique tranquila, Paul saberá que o ama sem dúvidas viu, você é uma mãe exemplar!

  5. Fabiana says:

    Logo que vc teve que entrar com mamadeira, escrevi aqui a minha experiência e disse: tudo valerá a pena qdo vc ver as primeiras dobrinahs aparecerem.Larua não quis mamar no peito. Eu ofereci mas ela dormia rápido. E acordava logo depois chorando. Eu não sabia o que era. Era fome. Perdeu peso e demorou 1 m~es para recuperar o peso que nasceu.As primeiras vezes que dei mamadeira chorei e ficava com o coração apertado. Mas qdo vi ela ganhando peso, meu coração aliviou.Até hoje fico um pouco frustada por não ter amamentado como gostaria, massss…. Laura está ai, saudável e isso que importa.A vida continua. Quem sabe num próximo filho. pelo menos saberei o que fazer se ele não mamar.Bjão grande.

  6. Thais Bessa says:

    Muito bem. Eu ainda estou amamentando, mas a Isabella está rejeitando o peito. Leite tem que jorra e vazaz, mas ela vira a cara. E antes mamava que era uma beleza. Vou fazer o que? De tanto que me encheram o saco pra amamentar até um ano, tentei a relactação também, mas o problema dela não é o fluxo que é mais lento que na mamadeira, é que ela não quer peito. Ainda amamento, mas bem pouco e ela quando mama é mais por consolo e chamego que por alimentação. Então seguimos assim até quando ela passar a não querer nem isso. Já fiquei culpada por amamentar só 6 meses, porque ficam enchendo o saco com até 1 ano, até 2 anos, etc, mas acho que já passou de bom, se você quer saber. Ela já recebeu milhões de anticorpos e fico tranquila que não fui eu quem tirei, é ela que está largando por si só, não por falta de leite, mas por interesse. Talvez ela já esteja evoluindo emocionalmente como um ser independente, sei lá…Mas essa história de que mãe de verdade faz PN, amamenta 2 anos, e o escambau enche o saco. Mãe de verdade é quem cria uma criança educada e bem-ajustada. Aí é que a porca torce o rabo, se vc quer saber. Vc viu a tonta da Giselle Bundchen falando que devia existir uma lei obrigando a amamentar? Tem dó. Discordo da mulher que não queira amamentar por estética, mas respeito a opinião. Não quer, não quer, vai ficar infeliz pra que? Mãe infeliz = bebê infeliz.BjosPS: Cara, esse seu pós-parto foi from hell, hein? Não sei de onde vc tirou força pra superar. Vc tem que ter outro filho mesmo, pra ter uma experiência melhor pra equilibrar isso, seu karma stá positivo nessa conta.🙂

  7. Thais,Existem mil motivos para amamentar e mil motivos para não amamentar. Condorco que o radicalismo é, muitas vezes, um desserviço. Mas vejo que num debate sem o radical, nunca chegaremos num caminho de meio. Vejo a necessidade de "radicalizar" sobre parto natural (parí cesárea duas vezes) e amamentação, porque a cesárea (ou parto normal cheio de intervenções) e o aleitamento artificial estão BANALIZADOS no Brasil. Pense que num país pobre como o nosso: a média de amamentação exclusiva é de 23 dias… Mas que a opção mais barata é o peito… Porque tantas mães (pobre, médias e ricas) optam pelo LA? Seria uma epidemia de "problemas nas tetas"? A questão é política! Há de se reforçar os discursos – sem essa de "menos mãe", claro! e sem essa de "peito é amor"…Como vc mesmo disse: seu hospital não fez NADA para estimular a amamentação!!! Muito pelo contrário!!! A política deste hospital é extremamente prejudicial… E te prejudicou!Este romance de amametação natural é outro desserviço. Para mim o que foi decisivo foi aceitar que a amamentação pode ser aprendida. Não é tão natural e tão instintivo como nos fazem acreditar. Se até as mães-gorilas de zoológico precisam aprender, por que nós, humanas, urbanas, civilizadas, não precisaríamos?Além do discurso, precisamos de ajuda, de informação e de serviço: "não consegue, espera que eu vou aí te ajudar, sabe?"Li, não sei onde, que dar uma mamadeira com amor é melhor que dá o peito estressada e concordo totalmente… Melhor ainda é dar o peito com calma…Abraços!

  8. Camila says:

    Esse post ficou maravilhoso, Thais! Eu estou me ajeitando agora com a amamentação. Por incrível que pareça, eu nunca tive a idéia xiita da amamentação (e isso por si só já é motivo para milhares de críticas) e nunca achei que seria menos mãe se não amamentasse minha filha! Acho que isso acontece porque EU não fui amamentada e no entanto tenho uma saúde de ferro e uma mãe maravilhosa que jamais foi menos mãe por isso!Na maternidade em que eu fiquei, o alojamento é comum e por recomendação da pediatra da Olívia, eu tentava dar de mama pra ela de 3 em 3 horas, mesmo só tendo pouquissimo colostro. Por recomendação da pediatra mesmo, era para eu dar Nan pra ela em complementação e no segundo dia de vida, as 3 da manhã, mandei trazerem o copinho de NAN. Ao ver minha filha tomar todo aquele copinho de 30 ml como se a vida dela dependesse dele, eu quis morrer! Foi só um dia que ela ficou no colostro só, mas me senti muito mal de deixar minha filha passar fome! Senti vontade de chorar!Desde então, até meu leite descer (desceu só no 5 dia) cada mamada dela era complementada com Nan no copinho. Agora eu tenho MUITO leite e a Olívia mama pelo menos 1 hora no peito! É cansativo, mas se eu não pudesse amamentar, não me sentiria mal não. Acho que pior do que isso tudo é ver o filho passando fome, né?

  9. Oi thais! Sou uma das suas seguidoras e futura mãe de primeira viagem também! Adoro o seu blog! é bastante informativo e nos dá ideias do que fazer! Tô com 32 semanas e estava lendo em uma das suas postagens dessa época que você iria saber sobre o auxilio maternidade a mães desempregadas. Você poderia me dizer algo a respeito? Eu nem sabia que existia isso! Pode escrever para o meu e-mail se preferir: Gabykmara@yahoo.com.brObrigada pela atenção!bjosssgaby (NATAL/RN)

  10. Bia says:

    Com meu primeiro filho também foi assim, não ganhava peso, eu insistindo e fazendo ele sofrer. Meus peitos racharam e amamentar era uma sessão de tortura. Daí pensei : quando tiver outro filho tudo será diferente. Dessa vez usei as conchas, comprei pomada dos EUA, fiz tudo certinho. Meus peitos nas racharam mas… outra cesárea, leite demorando a descer, complemento con Nan na maternidade, sogra 1 mês em casa, stress e dessa vez fui acometida com a mastite. Tive que tomar comprimido pra secar o leite. Sofri novamente, senti culpa novamente e te digo que as pessoas conseguem ser mais cruéis com as mães de segunda viagem. Como se por já ter tido outro filho vc já soubesse de tudo. Adorei seu post.

  11. Clarinha says:

    Ótimo post! Meu filho tem quase 2 meses e mama praticamente só no peito. Mas, quando preciso sair, meu marido ou minha sogra tentam dar LA pra ele (tentam, pq ele tem rejeitado). Eu tentei ordenhar, mas foi muito sofrido. Além disso, até pouquinho tempo atrás, era muito dolorido e difícil amamentar. É isso, aí, Thais, amamentar é uma forma de alimentar. O importante mesmo é o bebê crescer com saúde. Paremos de ser xiitas e vamos nos ajudar!

  12. Amanda says:

    Eu amei o texto da Taís… eu já tinha lido antes de ler seu post, e no meio eu ia sugerir o link para vc… realmente é um paradigma a ser superado! Bjs

  13. diiiiih says:

    Olá Thaís! Gostei do post e sei como é isso, aqui muitas parentes minhas são assim meio radicais em relação a amamentação. Eu tive que voltar a estudar e a minha mãe começou a dar NAN confort para a Marie até irmos no pediatra e ele falar que ela tava com chiado no peito e que poderia ser por causa do LA, ele falou que era alergia ao leite de vaca que tem junto nessas fórmulas, tive que parar de dar e por sorte veio as férias, mas agora que voltaram as aulas fica difícil pra mim pq não posso dar LA e a ordenha é tão complicado e difícil, vi vários vídeos dizendo como é que se faz e o tempo que dura, parece ser tão pouco mas na prática é tudo mais demorado e complicado. Gostaria de poder complementar com LA minha filha tbm, mas aqui amamentação é tão radical com meus parentes e até com o pediatra dela que falou pra mim parar de estudar pra ficar dando de mamar pra ela só do peito, não posso fazer isso, tá fora de cogitação, vou ter que ficar tentando ordenhar mesmo :/mil bjs pra vc e para o Paul.

  14. Mariana says:

    Legal conhecer a sua história, vira exemplo para nós. No meu hospital fiquei com meu baby no quarto e foi a melhor coisa, conhecê-lo, entendê-lo e ter a liberdade (afinal é isso que se priva) de amamentá-lo da forma que nos adequasse. Quando estava na sala de recuperação volta e meia aparecia uma enfermeira enfiando a mão com luva no meu bico querendo "ajudar", foi a única vez que meu bico rachou. Cada mãe sabe o melhor para seu filho, mesmo que recém nascido! Ainda amamento exclusivamente e pretendo seguir até quando der. Te dei força quando postou sobre a sonda e torço para que sua nova empreitada (a da comida sólida) dê mais que certo!

  15. Gostei do post…meu comentário a respeito é exatamente o que a "Mariana – viciados em colo" disse!No meu caso (como cada história é diferente uma da outra) o Lennon nunca esgoelou de chorar de fome, pois NUNCA estipulei horário pra mamada…ele resmungava e eu já dava o peito…Não concordo com alguma mães que dão LM e colocam o bebê pra mamar a cada 2 ou 3 horas…é CLARO que o bebê vai chorar de fome…é diferente do LA, esse sim tem que ter horários certinhos, pois sustenta bem mais, por ser artificial…já o LM faz digestão muuuuuuuito mais rápido.Quanto a um próximo filho, repense, pois pode ser que seja tudo diferente, vc não passe pelas dificuldades que passou nessa, e a amamentação ocorra melhor!Bjos!!

  16. Lays says:

    Meu filho daqui dois dias e então, não tenho muita experiência com amamentação. Tentei não pilhar muito em somente amamentar no peito, ter como você diz, pensamento xiita, para não me decepcionar depois, caso aconteça algo. Quero amamentar, óbvio. Mas se não der, bola pra frente. Não serei menos mãe por isso. Está de parabéns pelo texto, maravilhoso!

  17. Olá blogueiro, Dê ao seu filho o que há de melhor. Amamente!Quando uma mulher fica grávida, ela e todos que estão à sua volta devem se preparar pra oferecer o que há de melhor para o bebê: o leite materno.O leite materno é o único alimento que o bebê precisa, até os seis meses. Só depois se deve começar a variar a alimentação.A amamentação pode durar até os dois anos ou mais. Caso se interesse na divulgação de materiais e informações sobre esse tema, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br Obrigado pela colaboração! Ministério da Saúde

  18. Andrea says:

    Nunca tinha lido um relato como o seu, achei que só eu tinha esse problema, pois comigo foi iguaaalllllzinho. Eu fiz redução de mama há muitos anos e a técnica usada era outra, foi retirado muitos ductos da mama, e na hora de amamentar esbarrei com isso, mas fui insistente na tentativa de sair, fiquei muito stressada e me cobrava demais, resultado é que não saia quase nada e meu bebê perdeu mais de 15% do peso, chegando a desidratar, foi quando a pediatra imediatamente introduziu o NAN e aí ele ganhou peso rapidinho. Já com meu segundo filho, eu já estava certa do NAN, mas insisti em pelo menos manter o contato da amaentação sempre 30 minutos antes da mamadeira com NAN, e o resultado é que graças a minha tranquilidade, sem pressão, hoje sai muito leite, ainda dou um complemento com NAN, mas agora com 3 meses meu bebê está por vezes rejeitando a mamadeira e preferindo o peito.

  19. Simper says:

    Denize Lopes:Sou vovó de primeira viagem e minha filha de 16 anos acaba de te um filho, o Kauê Henrique e nós estamos lutando para a amementação sair legal, mas não estamos conseguindo. Quando chegamos da maternidade no dia 10/11, ela estava super anciosa e não consegui da de mamar e eu corri para o supermercadoe comprei Nan 1, pois não estava mais aguentando ver o sofrimento dos dois. Ele com muita fome e ela chorando para ele pegar no peito.Não tive dúvida: Fiz uma mamadeira e ele tomou tudo e agora ficamos entre a mamadeira com o Nan 1 e com o peito que não sacia e ele não pega direito. Aí, eu digo: AMAR É NÃO DEIXAR NOSSO FILHO COM FOME. 'AMAR É NÃO MATAR.'SER MÃE NÃO É PRA QUALQUER UMA, POIS VER SEU FILHO COM FOME E NÃO FAZER NADA, ISSO É UM ATO DE AMOR? Beijos a todas e seu artigo é o melhor

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